ENCOMENDAS

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Beirute, Mooca, Panelas e Amor


Lançamento do livro, com Gabriel Zitune
em Unibes Cultural

Com tantos livros que caem no nosso colo, seja em formato digital ou impresso, poucos de fato nos impactam com sentimento e alma.
Resgatar a história da família tendo a cozinha como viés toca muito mais quando fazemos parte dela. E quando amamos panelas.
 Essa é a história de parte da familia de meu marido.
Gabriel Zitune, seu primo, narra com emoção a vinda dos antepassados, imigrantes vindos do Líbano.
A crise econômica, guerras, casamentos arranjados, longuíssimas viagens de navio,  são panos de fundo para muitos imigrantes que chegaram ao Brasil no início do século XX, exatamente como meus avós, do Japão.
A chegada e adaptação das famílias Zitune, Abouhab e Politi foram maravilhosamente relatadas através de histórias, fotos e receitas de família; Gabriel conta também do sentimento de empatia e coexistência que existia entre esses judeus libaneses, espanhóis e italianos que eram vizinhos na Mooca, todos iniciando uma nova vida no Brasil.
Leitura obrigatória!


reprodução de trecho do livro


Beirute, Mooca, Panelas e Amor
Oficina de Conteúdo projetos editoriais 2017
toda renda deste livro é dedicada totalmente à Unibes







quinta-feira, 4 de maio de 2017

"O" brownie


Nosso brownie é sempre querido em todas as ocasiões !
Feito com cacau 50%, ovos orgânicos e manteiga, amendoas laminadas, castanhas do pará, tudo fresco e sem conservantes.
Além de ser excelente para ser transportado em kentinha de aluminio para viagens (os menores), pode ser mantido sem refrigeração por 2 dias (em lugar fresco e ventilado) ou ser congelado.
E o formato redondo arrasa em festas : com sorvete de creme, chantilly, calda de frutas vermelhas ou sozinho!

Através de nosso parceiro, o LocalChef , você faz o pedido, o pagamento e recebe em casa! 
Vamos lá fazer sucesso no Dia das Mães ?






pedidos : clique aqui 





sexta-feira, 28 de abril de 2017

Não é sopa ?


Uma amiga está de regime brabo. Foi se esbaldar na Itália. Desnecessário repetir que preferiu ser feliz  a se privar do chianti, do fromaggi, do turamisu, prazeres gastronômicos da Velha Bota.
Retornou, de sorriso de cabo a rabo, radiante mas..... acompanhada de quilinhos extras. Agora alterna alimentos entre o permitido e o proibido (secretamente).
Adoro sopas e caldos, e ela também. Sorte, porque para elaborar um menu com zero gordura, óleo, azeite, excluindo praticamente os tubérculos e outros itens engordativos, foram semanas de provas, degustações até chegar em sabores, texturas e aromas que pudessem fazer uma pessoa de regime sorrir. 
Os caldos são mais leves, mas  ricos em especiarias, ervas e ingredientes frescos. Sem glúten, sem lactose - jargões da moda - mas saborosos, 
são apenas o primo piatto do jantar. Para manter o clima di Verona.
Alho poró, cebola, cogumelos, espinafre, salsão e cenoura e tomate.
Caldos com carinho disponíveis no Local Chef . Lá você preenche seu cep, completa seu endereço e depois busque por chef Irene Uehara Gastrô !
Fácil e prático ! 

Avanti !

Obs : para os fora de regime, as SOPAS virão, já já!


terça-feira, 28 de março de 2017

Como faço para fazer e receber meus pedidos ?

Iniciamos uma nova e incrível parceira com a LOCAL CHEF (clique no link)  que tem como premissa ser "um aplicativo que conecta cozinheiros de mão cheia com pessoas que priorizam o consumo local, consciente e delicioso".
Através da LOCAL CHEF você poderá escolher, pagar e receber seu pedido.
Iniciaremos com cardápio de Pessach (Páscoa Judaica) e daremos seguimento com as nossas comidinhas e com muitas novidades!

Veja cardápio de Pessach no nosso SITE ou visite o LOCAL CHEF
Qualquer dúvida envie uma mensagem !

email : ireneueharagastro@gmail.com
pelo facebook irene uehara gastrô
11 3875 1022

terça-feira, 7 de março de 2017

Mais amor por favor


Bolo de Banana, receita do Marcelo Katsuki  (formato adaptado)

Quando Zuckerberg e Saverin  criaram o Facebook não imaginavam o desdobro das possibilidades dessa forma de  interação. Para quem (ainda) não assistiu o filme A rede social (clique no link para ver o trailer) é quase impossível crer como dois garotos universitários transformaram literalmente o mundo das comunicações. O formato extrapolou as fronteiras de Harvard e dai pra frente virou história.
Desde então, a popularização e a facilidade de se ter acesso às informações, antes restritas às mídias impressas e televisivas, permitiram que qualquer pessoa lesse (interpretar corretamente já são outros quinhentos) e emitisse uma opinião, compartilhando o que julgasse certo ou errado, e não raramente num movimento movido ao ímpeto de exaltação.
Quem não conhece casos de amizades de anos serem desfeitas por posições políticas antagônicas ?  Antes havia a discussão calorosa na mesa do bar e que varava madrugada adentro. Rodadas de cervejas e depois cada um voltava para sua casa e a vida seguia sem rancores. Hoje palavras são digitadas, lançadas ciberneticamente no calor do momento se perpetuando como gritos, como voz da verdade, a qualquer momento do dia, e de madrugada para os insones. Opiniões são colocadas muitas vezes com a profundidade de um pires, sem leitura, compreensão, sem apuração da veracidade sobre o que se está "comentando". Não somente aos amigos. Mas diante de milhares de desconhecidos também (muitos esquecem que um post é um mural na calçada, mas numa calçada imensa e pública).
É necessário, sempre, um periodo de introspecção. Se manter numa distância de julgamentos, parar para ler atenciosamente o que de fato nos interessa e principalmente : respeitar a opinião do próximo, se colocar no lugar do outro, sempre. E aproveitar o que esta forma de interação nos oferece de bom, de conhecer conteúdos e pessoas distintas que agreguem bem estar. Aprender coisas novas e resgatar antigos amigos. Fazer novos.

Curiosamente essa semana fiz um bolo que sem querer se transformou num desenho lindo  para os tempos atuais. Batizei de bolo peace & love. Mais amor por favor.
 


quinta-feira, 2 de março de 2017

O primeiro alho poró a gente nunca esquece


Morei em casa com quintal durante muitos anos. O cenário já estava pronto e praticamente só fazia manutenção do que existia, deixando a natureza tomar seu curso.
Quando decidi mudar para apartamento, sabia que ficaria aflita rodeada de pisos de cerâmicas, porcelanatos e afins, sem o verde da grama, dos seixos marrons, das flores do ipê, da falsa vinha que cobria o muro, dos passarinhos coloridos que sempre apareciam para procurar alguma frutinha das árvores. Mas aos poucos fui reconstruindo meu quintal, e me dei conta que está sendo muito mais prazeroso, pois começar do zero foi e tem sido uma motivação.


Como a  horta. Ainda está pequena, mas plantar, cuidar, ver crescer, sofrer com as intempéries - sol, calor, chuva, seca, vento, insetos, pragas - aprender com os erros e acertos, ficar feliz só por encontrar uma joaninha de manhã é algo absolutamente impagável. 

Essa semana colhi o primeiro alho poró, que virou recheio de uma quiche. O processo de ter plantado, cuidado, colhido e ter transformado num alimento delicioso exigiu paciência, trabalho, dedicação, frustração, esforço. Mas como todo recomeço,  é uma motivação para ajustar os prumos, aprender e se aprimorar, sempre.



terça-feira, 30 de agosto de 2016

Porque só segunda sem carne ?

precisa de carne vermelha ?

  Tenho constatado uma busca de alimentação mais saudável e uma ojeriza às cadeias de fast food, notadamente aquela que tem um palhaço como mascote.
Conhecia famílias que elegiam um dia da semana para ir a tal lanchonete, como se fosse um dia de festa; no combo,  ir passear no shopping. Não tolhia radicalmente esse programa das minhas filhas quando eram convidadas, tão pouco incentivava. O ápice da tortura era ir em festinhas de aniversários nessas lanchonetes, ai sim. 
Felizmente à medida em que foram crescendo, esses hábitos foram rareando e ficou muito claro como a propaganda ostensiva ao consumo infantil na década de 90 fortalecia essa imagem de comida/diversão/alegria. Atualmente há vasta discussão sobre a influência (negativa) desse consumo, o que não acontecia anos atrás.

Curioso é que na geração da minha mais nova percebo um movimento crescente aderindo a uma dieta sem carne vermelha. Esse consumo diário é tão forte nas casas brasileiras que há campanhas de "segunda sem carne".
Aqui em casa, é quase a "segunda com carne" já que temos optado por peixe, frutos do mar, frango (mais raramente) e muitos grãos além das verduras e legumes diários.
A foto mostra nosso almoço de hoje : duo de arroz integral, PTS (proteina texturizada de soja) com abobrinha e cenoura, vagem francesa em azeite de ervas e flocos de aveia tostado na manteiga e flor de sal.
Dá pra ser feliz assim (também). Bora tentar ?





quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Dia dos Pais

Grande Salada de Salmão Defumado


Esta linda salada tem sido um dos itens mais solicitados em todas as festas.
Mesclamos elementos frescos e marinados, vegetais de pimeira qualidade para dar o frescor e contraponto do sabor marcante do salmão.
Bora pedir para o Dia dos Pais ?
Clique aqui para ver como : pedidos para dia dos pais

Qualquer dúvida estamos à disposição !




segunda-feira, 25 de julho de 2016

Coisas que só acontecem com você

Meu marido vive me falando : “essas coisas só acontecem com você”.
Já cheguei a conclusão que : ou sou um imã de acontecimentos ou possuo uma percepção esquisita que se detém em detalhes, que vive uma situação, já imagina o que causou aquilo, ou o que causará ou teria causado ou ...
E se a pauta for “atendimento ao cliente” aí é um valha me Deus.
.............
Inventaram o dia da pizza. Promoções, reportagens na TV, chamadas nos jornais.
Achei bom, o comércio precisa de estímulo porque a coisa não anda nada bem; lojas e restaurantes às moscas; salão vazio e garçons mudos na porta é uma cena deprimente e tenho pavor e pena concomitantemente.
Então vamos pedir na pizzaria chique do bairro. Promo de 50% ? É nóis.(e a torcida do flamengo).
Liga, liga, liga, telefone ocupado. Pudera, domingo à noite, pizza+coca+fantástico é o kit do encerramento dominical.  Quando finalmente atendem (depois de meia hora ouvindo piiii piiii piiii..),  mais de uma hora para entregar.  Então vamos pedir e retiramos lá.
Não pode.  Tem gente que pede e não retira, diz a moça ao telefone.
Desligamos.  Assembléia rápida familiar : pedimos pizza, esquenta o almoço, liga pro chinês, vê se tem miojo.
Votam pela pizza. E quem disse que alguém conseguiria ligar de novo?

Apesar de achar um absurdo (fazemos isso com outros restaurantes e nunca houve uma recusa), resolvo heroicamente ir in loco porque são só 3 quadras de casa. 
Fila no balcão para fazer o pedido. Espero ,  espero e depois de uns minutos olhando pro teto tenho a lucidez de perguntar à gerente quanto tempo demoraria.  45 a 50 minutos.  
Então vou pedir e vocês entregam ok ?
Não pode.

Como assim, não pode?
Tem que ser pelo telefone.
Mas estou aqui, na sua frente, vou pedir, pagar e vocês entregam depois. Prefiro esperar em casa com a TV nos melhores lances, uma gelada e no meu sofá.
Não pode.  A senhora tem o número ? Não quer ligar ?
Ri na cara dela e fui embora.
.........
A história de hoje, fresquinha :
Fui ao supermercado X, e estava aguardando meu queijo ser fatiado; e já tinha reparado num cartaz : “Não perca tempo ! Faça seu pedido e depois venha retirar “. Fiquei cismada com aquilo porque os supermercados que frequento (redes diferentes) já fazem isso na prática. Você pede 1 kg de filé, pede para fazer medalhão e depois volta pra retirar. Claro que só me atrevo a essa operação junto à atendentes conhecidos ou balcão de confiança. Onde não se colocará o filé já fatiado de ontem que sobrou na gôndola.  Cismada,  com um pé atrás, fiquei  lá esperando meu atendimento.

Bingo. No meio do processo do fatiamento  uma cliente fura a fila, chama a atendente para fazer um pedido.  O corte do meu queijo é interrompido, afinal “NÃO PERCA SEU TEMPO”  - só eu posso perder o meu  - a balconista, usando aquela luva imposta pela vigilância sanitária para evitar contaminação, pega uma caneta sei lá da onde (eu rezando para que ela não estivesse apoiada na orelha de alguém), anota o pedido, e volta a fatiar.
Oi ?


quarta-feira, 30 de março de 2016