sexta-feira, 13 de julho de 2012
Receita rápida para fim de semana
Sempre tenho alguns produtos coringas na despensa de casa.
Frutas vermelhas congeladas, ervilha e milho idem, alguns produtos bonduelle/casino em lata - lentilha, grão de bico, coração de alcachofra, palmito, molhos.
Normalmente só uso fresco, mas para um improviso de última hora, se você tiver elementos coringa, tudo se resolve.
Essa massa foi pá pum.
Cortei ricota em cubinhos e temperei com um molho pesto pronto ( casino ), piquei tomate seco, peguei manjericão fresquinho do quintal, uma rodada de pimenta do reino e um bom azeite.
Só misturei e agreguei à massa cozida al dente. Parmesão ralado no grosso.
20 minutos para ficar pronto
Vamos tentar ?
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Tarte Tatin
A origem da Tarte Tatin é um clássico; corre a lenda que as irmãs Tatin estava preparando uma torta de maçã, mas que, por algum motivo, deixaram tempo demais no forno, e na tentativa de salva-la, viraram-na de cabeça para baixo deixando o recheio para cima. E dai o resto todos sabemos.
Relembro da primeira que fiz, há muito tempo atrás. Lembro que pus as maçãs para cozinhar no fogão, quando no forno fica bem melhor, deixei tempo demais, o caramelo ficou duro... Fiz essa da foto com mix de receitas dos chefs Christian Formon e Jamie Oliver e readaptei algumas coisas.
Mas ainda preciso repetir e repetir para chegar num ponto perto do perfeito.
O Oliver deu dicas boas, de experimentar com outras frutas suculentas como damasco, pêssego ou pera. Ainda vou fazer e postarei aqui.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Delícias de Joël Durand
Na correria, doce feito aqui pra casa não tem vez, então as formigas começam a atacar o que tem pela frente. As vezes só acham biscoito maizena.
Mas dessa vez deram sorte.
Olha só o que achamos !
Crème Caramel - beurre salé et chocolat noir 60% !
Um espetáculo ! creminho com manteiga salgadinha e chocolate pra comer de colherada.
Como diria minha filha mais nova, " comer que nem nutella " . Só que essa é de gente grande.
Foi uma das delicias adquiridas no Le Bon Marché, em Paris
Olha que graça, o detalhe do rótulo da tampa
Joël Durand, o chocolatier tem uma linha de produtos maravilhosa, vale a pena conferir e procurar nas gôndolas de sua próxima viagem
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Trazendo coisas na mala
Quando estive em Paris meses atrás, sai um dia para ir as compras de coisinhas para a cozinha.
Nesses momentos, ou você está sozinha, ou com alguém que também compactua dos seus sentimentos em relação à espátulas que também são termômetros, espremedores específicos de legumes, batedores próprios para se fazer desenhos com calda de açúcar ou raladores que vem até com instruções de uso em DVD.
É preciso ser alguém que te ama suficientemente para suportar o "olha isso que legal !" diante de um tesoura-com-múltiplas- lâminas-especialmente-projetada-para-cortar-folhas-de-ervas-como-hortelã.
A região do Les Halles é a Paula Souza francesa. Há lojas que passam de geração para geração desde 1814 como a http://www.mora.fr/fr/presentation.asp
A vontade é querer comprar e levar a loja toda, e me contive em função do peso, volume e bolso também. Ter conseguido trazer esses metais todos na mala (e intactos) foi um sofrimento. Na mala de mão teria sido impossível passar pelo detector.
E os franceses ficaram com a pulga atrás da orelha quando meu irmão trouxe recentemente um queijo "ligeiramente grande" na mala de mão (deu excesso no check in), que justamente estava com carregadores de notebook, celular, máquina fotográfica, ipod. No RX não deu outra. A bolsa passou, voltou, aparecia uma imagem de uma massa triangular cheia de fios em volta, parecendo um artefato bombástico. Não teve jeito : foi aberto, apalpado, cheirado, mas liberado.
Também, olhem só o tamanho do bloco, o ratinho do Ratatouille teria enlouquecido.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Confesso que gosto de miojo
O pai do Miojo
Já me perguntaram se eu deixo minhas filhas comerem miojo.
Confesso que eu gosto. A garotada descobriu que cru vira um
aperitivo. Claro, porque é frito e depois desidratado, dai fica parecendo
salgadinho. Imagino que Momofuko Ando não tinha pensado nisso nos anos 50 quando inventou o ícone da cozinha trash.
Eu como muito de vez em quando e me limito ao sabor legumes
ou carne. Galinha ou molho cremoso de tomate, nem pensar. Quando elas eram menores, eu ainda ralava uma
cenoura, uma batatinha, colocava uma acelga para deixar a coisa menos química,
mas com o tempo fui vencida pelo trash.
Trash pra ser bom, precisa ser original, sem aditivos
naturais.
E conforme as meninas foram crescendo, essa era a comida da
autonomia : fazer seu próprio miojo. Ainda bem que já migraram para o barilla.
Alguns chefes já me confessaram esse prazer proibido; eles
comem sozinhos em casa, na madrugada, quando ninguém está vendo. Depois de uma
jornada inteira na frente do fogão, nada como um miojo reconfortante.
Mas esse prazer às vezes é partilhado publicamente, nem
sempre de forma voluntária. Uma amiga, médica, que vive entrando e saindo de
plantão sem tempo pra nada, me contou que quando sua filha era pequena, teve de
ir participar daqueles “dia das mães na escola”. Cada pimpolha tinha feito um
cartaz enaltecendo as qualidades da mami. Então ela não sabia se ria ou chorava
quando viu em letras garrafais : “ MINHA MÃE FAZ O MELHOR MIOJO DO MUNDO “ !
Esse post foi para a Diva.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Comida de Rua
Nas últimas semanas tem se falado muito sobre comida de rua. O evento de sábado passado movimentou a madrugada das esquinas da Av. Paulista e Angélica. Chefs famosos montaram barraquinhas e a baixa gastronomia foi um sucesso total. Parece que ter repeteco em outro local.
Como sempre há os prós e contras na venda de comida na rua :higiene, manipulação e conservação dos alimentos sem refrigeração necessária, herança cultural, ingredientes autênticos. Fica a questão do que não mata, engorda.
O vendedor dessa barraca era muitíssimo simpático e fazia um falafel espetacular. Fritura sequinha, molho de tahine no ponto e saladinha de tomate e cebola no pão de se lambuzar.
Como sempre há os prós e contras na venda de comida na rua :higiene, manipulação e conservação dos alimentos sem refrigeração necessária, herança cultural, ingredientes autênticos. Fica a questão do que não mata, engorda.
Lembrei-me das fotos que fiz na última vez que estive em Israel, em 2009. Mercados são os melhores locais para apreciar a comida local, não importa em que país.
A mulher acima é "a baiana vendendo acarajé" na Terra Santa. A massa é moldada em cima de uma "almofada".
Nessa foto dá pra ver bem a farinha em cima da almofada vermelha, e a chapa ao lado, que parece uma panela virada ao contrário. O movimento da barraca dela era enorme.

O entorno era um caos só
Essa banca dispensa comentários
Mas nem tudo é lindo. Na mesma época passamos por Paris e numa ocasião, me senti completamente sendo lesada. Aprendi a nunca deixar crianças famintas dentro do Jardim de Luxembourg sem levar comida.
O que é isso que comprei e paguei nada barato ? Umas aparas de pepino e tomate e queijo jogados sobre um pão branco de quinta categoria.
Fica a dica : Nunca esqueça de seu lanchinho na mochila. Ou fique a mercê do quiosque de sanduíche local.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
No Petits Oignons, em Paris, gentileza gera gentileza !
Clássico Escargot , gosto muito
Ontem encontrei com uma pessoa muito querida e que embarcara rumo à Paris na semana que vem. Pediu dicas pois há tempos não vai lá. Lembrei imediatamente desse lugar muito simpático AUX PETITS OIGNONS, um bistrot gourmand, no 20°. Fora do circuito turístico, numa ruazinha tranquila, praticamente residencial, inclusive com mil avisos de SILÊNCIO POR FAVOR APÓS AS 22H00 EM RESPEITO À VIZINHANÇA. (Os bares da Vila Madalena deveriam tomar como exemplo. As multas são pesadíssimas e todos precisam entrar na linha. Mas o próprio dono mora em cima do restau e tem filhos pequenos e que precisam dormir também).
Muito bom tartare de St Jacques
Desde a reserva pelo telefone foram muito simpáticos e milagrosamente conseguimos parar o carro quase em frente, um fato muito, mas muito raro. Muito mais do que em São Paulo. Enquanto aguardávamos de pé, as bebidas eram servidas e logo nos acomodamos numa mesa apertada, o lugar estava apinhado de gente mas tudo sob controle.
Pedi Raia "au beurre", ótima
onde colado, colado, outras duas pessoas também se sentaram. Sorte que eram legais. Sorte vírgula, porque quando a noite promete ser boa, é boa até o fim. Muito bom atendimento, comida muito boa, preço justo.
Mesmo parecendo um prato dos Flinstones, esse Ossobuco estava muito saboroso. Nunca tinha visto esse corte
Crème brulée. Claro que nem dei bola para a carambola!
O dono (à direita) trabalhou por anos no Favela, um restaurante "brasileiro" em Paris, e trouxe caipirinha para sua casa e todo savoir faire de receber bem ! Parisienses rabungentos ? Não esses !
Aux Petits Oignons ( não tem site, nem facebook, o dono ainda é analógico )
II rue Dupont de l´Eure ( esq. rue Orfila )
Paris 20°
aberto todos os dias das 20h as 2h
( menos domingo e segunda)
tel 01 43 64 18 86
Marcadores:
Aux petits oignons,
bistrots,
doces paris
terça-feira, 10 de abril de 2012
Passando a Semana de Pessach
Neste período de Pessach - Páscoa Judaica - as restrições alimentares remetem ao periodo da saida do Egito e perseguição do faraó.
A empreitada no deserto era em constante fuga sem tempo para que o pão fermentasse.
Então, simbolicamente não se come pão nem nada que leve fermento (massas, biscoitos, bolos) que são substituidos pela matzá e pela farinha dela.
Por ser um "cracker" super neutro, podemos fazer variações sem comprometimento de sabor :
A empreitada no deserto era em constante fuga sem tempo para que o pão fermentasse.
Então, simbolicamente não se come pão nem nada que leve fermento (massas, biscoitos, bolos) que são substituidos pela matzá e pela farinha dela.
Por ser um "cracker" super neutro, podemos fazer variações sem comprometimento de sabor :
canapé de gravlax
pizza de atum
pizza de mussarela
com charosset ( "compota" de uvas passa, tãmara, nozes, avelãs e snoubar )
segunda-feira, 9 de abril de 2012
11 motivos para falar com a Irene
2 - Quero surpreender e levar um prato diferente para o almoço na casa de amigos.
3 - Receberei um grupo de amigos para jantar e quero um menu personalizado.
4 - Receberei um grupo de amigos, quero um menu personalizado e a Irene preparando na hora.
5 - Meus amigos e eu queremos ter uma aula de comida japonesa ( por exemplo ).
6 - Viajarei no feriado e gostaria de levar alguns pratos congelados.
7 - Minha empregada está de férias e a geladeira, vazia.
8 - Nessa semana preciso emagrecer e gostaria de receber kits de comida mais leve, saudável e que seja bastante apetitosa.
9 - Nessa semana minha família viajou, estou sozinho em casa e quero enfiar o pé na jaca.
10 - Não agüento mais a comida da empregada.
11 - Na verdade, não agüento mais a comida da minha mulher.
sábado, 7 de abril de 2012
Maravilhoso espetáculo ! Chag Sameach !
( com som ! )
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